Cerca de 163 mil temporários devem ser contratados para o período do fim do ano

Aumento em relação a 2013 foi de 1%; maior parte das contratações ocorrerá na Região Sudeste

Admite-se – CorreioWeb

Para atender as demandas de fim de ano, a indústria e o comércio devem contratar, temporariamente, 163,6 mil trabalhadores em todo o país, o que representa 1% a mais do em 2013. O levantamento também aponta que, após o término do contrato temporário, cerca de 8 mil trabalhadores devem ser efetivados nas empresas. A maioria dos trabalhadores contratados são da Região Sudeste (106.176), seguida do Sul (28.385), Nordeste (15.133), Norte (9.080) e Centro-Oeste (4.826).As informações foram encomendadas pelo Sindicato das Empresas de Prestação de Serviços Terceirizáveis e de Trabalho Temporário do Estado de São Paulo (Sindeprestem) e pela Federação Nacional dos Sindicatos de Empresas de RH, Trabalho Temporário e Terceirizado (Fenaserhtt) ao Instituto de Pesquisa Manager (Ipema).

De acordo com o presidente do Sindeprestem e da Fenaserhtt, Vander Morales, a desaceleração da economia – com avanço da inflação, alta da taxa de juros e dólar rompendo patamares anteriores – indica a possibilidade das contratações temporárias ficarem para a última hora. “A indústria, por necessidade de produção, contrata mão de obra adicional muito antes do comércio, este mais sensível aos rumos da economia. É possível que nesse ano o varejo primeiro avalie a movimentação comercial para depois contratar mão de obra extra, em meados de novembro”, diz.

Entre os contratados, a pesquisa prevê que 24,5 mil temporários com idades entre 18 e 24 anos terão a primeira oportunidade de trabalho neste fim de ano. “Normalmente dezembro e janeiro são meses de férias escolares, então muitos aproveitam o período para ganhar dinheiro e ao mesmo tempo adquirir experiência profissional. O trabalho temporário é um facilitador para a entrada no mercado”, diz Maria Olinda Longuini, diretora do Sindeprestem e da Fenaserhtt.

Com relação aos salários, neste ano, eles estão mais altos do que no ano passado (6% na indústria e 5% no comércio). Na indústria, a remuneração média é de R$ 1.298, sendo que 70% dos trabalhadores do setor tem idades entre 18 e 39 anos. Já no comércio, a remuneração média é de R$ 1.024. No setor, 65% dos profissionais tem idades entre 18 e 39 anos.

Prazo maior para trabalho temporário

Em julho deste ano, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) ampliou o contrato de trabalho temporário para até nove meses (Portaria nº. 789/2014). Antes, por lei, o prazo máximo permitido era de até seis meses. A nova regra, porém, só é válida quando há comprovação da necessidade de substituição de funcionário regular e permanente. Portanto, não pode ser aplicada nos contratos firmados para suprir o acréscimo extraordinário de serviços, situação comum no período que antecede datas comemorativas como o Natal, Páscoa e Dia das Mães.

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